novembro 11, 2021

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BNDES destina recursos para conservação e combate ao desmatamento

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Financiar ações de prevenção, monitoramento, conservação e combate ao desmatamento na floresta amazônica, a maior parte dos recursos para instituições ligadas ao governo, e o restante para instituições do terceiro setor. Esses são objetivos do Fundo Amazônia, criado em 2008 pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O fundo foi tema debatido em mais um painel do Fórum Mundial Amazônia+21, nesta sexta-feira (6).

Para falar das ações do BNDES para o desenvolvimento da Amazônia, o painel teve a participação do presidente do banco, Gustavo Henrique Moreira Montezano. Na mediação, Andrezza Hautsch Oikawa, profissional atuante há mais de 20 anos na área de estruturação de negócios, em projetos de investimento direto estrangeiro e fomento à inovação.

Andrezza Oikawa disse que a Amazônia é uma região sensível e o BNDES cumpre com excelência a missão de fomentar o seu desenvolvimento.  Gustavo destacou que o BNDES atua focado na melhoria de vida das pessoas, do meio ambiente e para o crescimento do país. Toda pauta de meio ambiente é uma prioridade do banco, disse.

O BNDES, explicou Montezano, tem muito mais ferramentas do que o empréstimo. Ele citou como exemplos, a promoção de debates e a disponibilização de tecnologias inovadoras. “A pauta ambiental toma contexto global e é prioritária, e o banco tem um papel fundamental, que é colocar na mesma sala o setor financeiro doméstico e internacional.  A Amazônia é prioridade porque o mundo acordou para esta região rica em diversidade”.

Fundo Amazônia

O Fundo Amazônia continua operando com os projetos em carteiras e este ano desembolsou R$ 100 milhões. A gestão do fundo é feita pelo BNDES, que também é responsável pela captação de recursos, e por contratar e monitorar os projetos financiados. O Comitê Orientador  determina as diretrizes e os resultados dos projetos financiados, e o Comitê Técnico é responsável por medir as emissões oriundas de desmatamentos ilegais na floresta amazônica.

Para ele, o fundo é importante porque promove o uso sustentável das florestas da Amazônia Legal e apoia projetos nas áreas da conservação e uso sustentável da biodiversidade. A recuperação de áreas desmatadas também faz parte das ações empreendidas pelo BNDES para o desenvolvimento da região.

Micro e pequenos negócios

O trabalho do BNDES também está focado nos micro e pequenos negócios na Amazônia. Para agilizar o processo, o banco utiliza ferramentas como a conectividade digital e a garantia de crédito.

“Estamos articulando com investidores nacionais e internacionais e temos sete pilares, dentre eles, ordenamento, bioeconomia, saneamento e turismo. Levar para a Amazônia empresas para desenvolver a economia sustentável. A ideia é aproximar investidores de outros estado e países”, disse o presidente.

Retomada verde

Montezano lembra que o mundo inteiro está falando de uma retomada verde. “Vamos imaginar um país que tenha o mercado financeiro muito desenvolvido. Este país talvez tenha o maior patrimônio verde do mundo. Este país é o Brasil. E a nossa meta é liderar esta agenda de finanças verdes. O mundo mudou e vai continuar se transformando.

O papel de liderança nos cabe bem, disse Andrezza. “Precisamos de projetos efetivos de longo prazo e contar com o apoio de uma instituição como o BNDES é primordial.”

Segundo Montezano o mundo financeiro internacional está de olho na Amazônia e o BNDES trabalha para fazer crescer o desenvolvimento sustentável da região. Mas as oportunidades chegam com a floresta em pé. “O banco está de portas abertas a todos que almejam numa Amazônia sustentável, desta forma gerando desenvolvimento econômico e ambiental”, disse.

Sobre o Amazônia+21

O Fórum Amazônia + 21 é uma iniciativa para mapear perspectivas e buscar soluções para temas relacionados ao desenvolvimento da região e melhoria da qualidade de vida dos mais de 20 milhões de cidadãos que vivem na Amazônia Legal. O programa é uma realização da FIERO, Prefeitura de Porto Velho, através da ADPVH, com correalização da CNI e Instituto Euvaldo Lodi (IEL). Todas as palestras ficam gravadas no canal do Youtube da CNI, e a cobertura completa de todos os debates pode ser acompanhada na página do Amazônia+21.

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