novembro 10, 2021

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Investimento internacional pode levar a desenvolvimento sustentável

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Mecanismos de internacionalização e os impactos no desenvolvimento econômico da região amazônica. Estes temas estiveram na pauta do sétimo painel do Fórum Mundial Amazônia+21, nesta sexta-feira, 6. Com mediação de Essio Lanfredi, da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), a live teve a participação do presidente da Apex Brasil, Sérgio Segovia; de Carlo Pereira, representado do Pacto Global; dos empresários Luciana Ferreira Centeno, da Nayah Sabores, e Daniel Sabará, da Beraca, parceiros tradicionais e casos de sucesso da Apex Brasil com a iniciativa privada.

Abrindo os trabalhos, Lanfredi disse que as exportações dos produtos típicos da Amazônia crescem em ritmo acelerado. Por isso, há interesse de investidores de todo o mundo. A questão da biodiversidade é fundamental para o Brasil e a missão da Apex Brasil é contribuir para o crescimento da economia. Parceira do Fórum Mundial Amazônia+21, a Apex Brasil, em 2019 apoiou mais de mil empresas da região amazônica.

Os 20 anos da Apex Brasil

Com mais de 20 anos de atividades, a Apex Brasil contribui ativamente para o desenvolvimento do país e sempre esteve ao lado do empresário brasileiro, segundo Sérgio Segovia. “Diante da magnitude da Amazônia para o Brasil e o para cenário mundial, a Apex Brasil contribui para expandir o desenvolvimento sustentável da região. E vai continuar atendendo as necessidades dos empresários e contribuindo para a capacidade de ampliação dos negócios e geração de empregos qualificados da região”, disse.

O PEIEX é um programa oferecido pela Apex-Brasil com o objetivo de qualificar as empresas brasileiras para que iniciem o processo de exportação de forma planejada e segura. O programa é implementado em todo o país por meio de parcerias que a Agência firma com instituições como universidades, parques fecnológicos, fundações de amparo à pesquisa ou federações de indústrias. Quando a parceria é estabelecida, as instituições tornam-se entidades executoras do programa e são responsáveis pela aplicação da metodologia do PEIEX na qualificação das empresas. Designam profissionais especialistas em comércio exterior para orientar os empresários nos caminhos mais adequados para se prepararem para competir internacionalmente.

A agência tem um escritório para a Região Norte, em Belém. Ele atua junto às empresas locais, ajudando-as a estruturar negócios com o exterior. Dessa forma, fomenta as cadeias produtivas amazônicas. O PEIEX atende aos nove estados da Amazônia Legal e tem como meta qualificar 675 companhias locais para exportação até abril de 2022. Desde dezembro de 2018, já atendeu 363.

Pacto Global da ONU

Carlo Pereira falou sobre o Pacto Global da ONU. Para ele, o desafio é mostrar o que tem sido feito de bom pelo mercado brasileiro por empresas locais e também estrangeiras, principalmente nas questões ligadas à sustentabilidade. A ideia é atrair mais investimentos e parceiros. “Com relação à Amazônia, estamos juntos a outras organizações para discutir ações e projetos de sustentabilidade e ouvir todas as partes interessadas. É um pouco do que o Pacto também faz na Amazônia”.

Conforme Pereira, o fundamento do pacto é a ‘cooperação’. É fundamental. A expectativa é que grandes empresas ajudem a desenvolver a cadeia. Por isso, é levada a mensagem para outros países, com o objetivo de criar consciência e atrair eventuais investidores. “Temos de mostrar o trabalho e os impactos positivos que as empresas como a Beraca e Nayah Sabores da Amazônia estão oferecendo”, citou.

Beraca Ingredientes Naturais

Para Daniel Sabará, quando se fala de empreendedorismo no Brasil, já se fala de um desafio. E quando se trata da Amazônia, o desafio é ainda maior. “Trabalhamos na região há mais de 20 anos e a criação de impacto é uma premissa do nosso negócio”. Por exemplo, a Beraca e parceiros arrecadaram 8 toneladas de alimentos e álcool em gel que foram entregues a comunidades onde o poder público não consegue chegar.

A Beraca também tem participado de ações da Apex Brasil. Sabará lembra que o momento é interessante, pelo menos em oportunidades e ações efetivas para a recuperação da economia que possam diminuir a pressão sobre a floresta. Para ele, é possível promover diferenciais. “Há 20 anos, o desafio para apresentar os produtos era muito maior. Acredito que para aumentar as chances de sucesso de novos negócios, principalmente para exportação, a fase da comunicação é essencial. Acredito no contexto de rede e a necessidade de olharmos não apenas para as cadeias mais conhecidas, mas de outras que ainda são até precárias”.

Nayah Sabores da Amazônia

Conforme Luciana Ferreira Centeno, a empresa nasceu de um projeto acadêmico premiado. Tomou corpo e agora conta com diversidade de produtos. A empresa valoriza a matéria prima como o cacau, que tem potencial para ser explorado com toda a sua singularidade para um nicho mercado de que não é tão explorado. Ele defende que esse conhecimento precisa ser divulgado, assim como a riqueza da região e o aproveitamento de profissionais locais.

Luciana disse que o tema do desenvolvimento sustentável na Amazônia vai muito além dos debates e ações, pois existem pessoas, e é primordial lançar um olhar para este cenário e fazer o mundo entender a importância dos povos tradicionais, que ajudam a manter a região de forma adequada. “Quando amamos a natureza, passamos a fazer parte dela”.

Sobre o Amazônia+21

O Fórum Amazônia + 21 é uma iniciativa para mapear perspectivas e buscar soluções para temas relacionados ao desenvolvimento da região e melhoria da qualidade de vida dos mais de 20 milhões de cidadãos que vivem na Amazônia Legal. O programa é uma realização da FIERO, Prefeitura de Porto Velho, através da ADPVH, com correalização da CNI e Instituto Euvaldo Lodi (IEL). Todas as palestras ficam gravadas no canal do Youtube da CNI, e a cobertura completa de todos os debates pode ser acompanhada na página do Amazônia+21.

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