Instituto Amazônia+21 palestra na Conferência Clima e Carbono2025

Durante painel ao lado de representantes do governo e setor privado, o Instituto destacou projetos

A viabilização de uma economia de baixo carbono no Brasil exige mais do que metas: requer soluções integradas, financiamento climático estruturado e um profundo engajamento com os estados. Essa foi a principal mensagem levada pelo Instituto Amazônia+21 à 3ª edição da Conferência Brasileira Clima e Carbono, realizada em São Paulo, em 22 de julho.

Durante o painel “Do compromisso à implementação: caminhos setoriais da NDC brasileira”, Amanda Frizzo, especialista em carbono do Instituto Amazônia+21, apresentou as principais frentes de atuação da organização para apoiar o desenvolvimento econômico da Amazônia Legal. O painel reuniu representantes do Ministério das Relações Exteriores e da Vale, com mediação de Pedro Venzon, da IETA.

Durante o debate, o Instituto Amazônia+21 destacou que a transição e desenvolvimento econômico dependem de soluções construídas com os territórios e da articulação entre setor produtivo, financiamento e políticas públicas. Entre os projetos apresentados, está a Facility de Investimentos Sustentáveis (FAIS), estrutura de blended finance que combina diferentes fontes de capital para viabilizar iniciativas sustentáveis em larga escala.

Como exemplos práticos, foram apresentados os projetos Morar Amazônico, realizado em parceria com a Caixa, que constrói moradias ecológicas com madeira engenheirada em uma comunidade localizada em Belém (PA), além da parceria com a Federação da Agricultura e da Indústria de Rondônia para apoiar produtores na transição para práticas agrícolas regenerativas. Por fim, foi apresentado o HUBCO2, plataforma do Instituto que conecta
empresas e cadeias produtivas à soluções de descarbonização com acesso a crédito e suporte técnico.

“Nossa atuação parte do princípio de que não há mudança ecológica sem escuta ativa dos interlocutores. Precisamos entender o que move as comunidades locais, articular com o setor produtivo e viabilizar soluções que combinem impacto e escala”, afirmou Amanda durante sua participação.

O Instituto Amazônia+21 se posiciona como um articulador de soluções concretas e replicáveis para os desafios climáticos do país, especialmente na Amazônia. A organização segue mobilizando parceiros e desenvolvendo estratégias de impacto real, com foco em uma transição ecológica justa e viável.

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